Até bem pouco tempo os salários nas empresas eram, na sua imensa maioria, atrelados aos cargos. Para ganhar mais, um funcionário precisava ser promovido a um novo posto. Mas exigências do mercado estão mudando esse quadro.
Hoje em dia, com os chamados modelos de remuneração por competências, o comportamento do profissional ganha peso na hora de definir o
valor da sua remuneração. O profissional nos dias de hoje não pode se preocupar apenas em adquirir conhecimento. Precisa estar atento aos
comportamentos exigidos pelo mercado e pela função que desempenha. O modelo de remuneração por competências avalia o profissional num espectro
mais amplo que inclui conhecimento, habilidades e o comportamento que a empresa julga necessários para um cargo. E estipula uma espécie de pontuação.
Os salários são definidos em níveis conforme os critérios estabelecidos com base nessa avaliação. Ele pode subir de nível e ganhar mais, mesmo estando
na mesma função. - Habilidades comportamentais, como trabalhar em equipe, podem ser determinantes não apenas na ascenção salarial do profissional
dentro da empresa, mas na sua própria contratação, num processo de seleção - avalia o presidente do Grupisa, Carlos Monnerat Rocha.
Apesar de o mercado apontar a remuneração por competências como a grande tendência, muitas empesas ainda têm receio de implantar esse modelo em função
da sua complexidade e da legislação trabalhista. A lei determina que não pode haver variação salarial entre funcionários que ocupam um mesmo cargo dentro
da empresa. Mas, segundo consultores existem muitos tabus e receios não justificados a respeito dos riscos trabalhistas, quando se pensa em mexer nas políticas e nas práticas salariais. - A empresa precisa estipular critérios definidos, documentá-los e torná-los transparentes - diz José Hipólito, da Growth Consultoria. |