Modelo de gestão por competência considera habilidades em geral
Boa Chance. 07/08/2005
 Até bem pouco tempo os salários nas empresas eram, na sua imensa maioria, atrelados aos cargos. Para ganhar mais, um funcionário precisava ser promovido a um novo posto. Mas exigências do mercado estão mudando esse quadro. Hoje em dia, com os chamados modelos de remuneração por competências, o comportamento do profissional ganha peso na hora de definir o valor da sua remuneração. O profissional nos dias de hoje não pode se preocupar apenas em adquirir conhecimento. Precisa estar atento aos comportamentos exigidos pelo mercado e pela função que desempenha.
O modelo de remuneração por competências avalia o profissional num espectro mais amplo que inclui conhecimento, habilidades e o comportamento que a empresa julga necessários para um cargo. E estipula uma espécie de pontuação. Os salários são definidos em níveis conforme os critérios estabelecidos com base nessa avaliação. Ele pode subir de nível e ganhar mais, mesmo estando na mesma função.
- Habilidades comportamentais, como trabalhar em equipe, podem ser determinantes não apenas na ascenção salarial do profissional dentro da empresa, mas na sua própria contratação, num processo de seleção - avalia o presidente do Grupisa, Carlos Monnerat Rocha.
Apesar de o mercado apontar a remuneração por competências como a grande tendência, muitas empesas ainda têm receio de implantar esse modelo em função da sua complexidade e da legislação trabalhista. A lei determina que não pode haver variação salarial entre funcionários que ocupam um mesmo cargo dentro da empresa. Mas, segundo consultores existem muitos tabus e receios não justificados a respeito dos riscos trabalhistas, quando se pensa em mexer nas políticas e nas práticas salariais.
- A empresa precisa estipular critérios definidos, documentá-los e torná-los transparentes - diz José Hipólito, da Growth Consultoria.
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