Um dos grandes desafios das organizações hoje é evitar distorções nos programas
de remuneração variável e de gestão por competência. Como os gestores são os mais beneficiados pelos bons resultados, as
empresas estão preocupadas em garantir a transparência desses números. A ordem é controlar as avaliações, quando as metas
incluem comportamentos e outros processos que sejam intangíveis, para conter possíveis manipulações.
As empresas estão tentando desenvolver novos instrumentos de controle. Muitas utilizam a intranet como canal par gerenciamento.
O funcionário é quem negocia com o próprio gerente as suas metas e as discrimina na rede. Assim, todos na companhia ficam sabendo
quais são, e ele próprio as gerencia. O detalhe está na preocupação para que as metas negociadas sejam factíveis de serem atingidas.
Banco de bônus para garantir a remuneração variável
Neste sentido, outra prática é fazer com que os subordinados também avaliem seus superiores. Alguns dizem que os gerentes devem ser
submetidos a esse tipo de avaliação, num processo amplo, que também sirva para pautar as promoções da empresa. A finalidade principal
desses processos é desenvolver pessoas. Agora, eles seriam desnecessários se as empresas dessem feedback para seus funcionários.
Outros criam um bando de bônus que funciona como uma espécie de âncora, que ajuda na retenção dos talentos e na motivação. O sistema
estabelece tetos para a remuneração variável. O que ultrapassa o teto em um determinado ano vai para o banco de bônus. Se
no ano seguinte, os resultados da companhia ficarem abaixo do desejado, os funcionários não deixam de receber um extra, que é retirado
do banco de bônus. Dessa forma, cria-se uma espécie de conta corrente da remuneração variável que é controlada por todos.
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